ÍMPAR
Sou o ímpar que restou
do par que pouco fomos,
o sorriso que sobrou
do sonho que sonhamos.
Sem ti sou sem pedaço,
sem ti me despedaço,
sou cama sem travesseiro,
sou aconchego sem braço.
Não te vivi
como me vivias,
não te percebi
como me percebias,
não te recebi
como me recebias,
e só via morte em ti
enquanto inda vivias.
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Tita - São Paulo, escrito e publicado em 22/01/2010