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| Mario Howat |
O barulho ascendente do que cresce aos poucos
do vento que bole nas folhas
de passos suaves na grama
de asas que batem levemente
do trotar dos cavalos ao longe
de vozes que se misturam
de outras vidas que dentro de mim ressurgem.
O burburinho da poeira que o vento levanta
o estalo do chicote que gira no ar
a soada de um sino da infância
a cadencia das notas a criar harmonias
o ressoar de palavras que voam.
O sonoro riso a repetir-se em meus pensamentos
a vibração das mãos que tateiam
e mansas e suaves produzem musica
e embriagam dizendo à alma
que se espalhe
desfaleça e se abandone
num feixe
fugidio e luminoso.
Tita - 17/8/2014
Tudo a ver
Teve um barulhinho, quer dizer, um rumorzinho do ar que fez "chhhh" bem, bem, devagarinho: era um botão de rosa com um pedacinho de haste quebrada que caía na bancada. No momento em que a tocou, fez "pof", um "pof" do tipo ultra-som, só para ouvidos de morcegos ou para ouvidos humanos quando tudo está muito, muito, muito silencioso.
Muriel Barbery em "A elegância do ouriço"

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